Como encontrar leveza na escuridão de algumas emoções

Sabe aquele trágico momento em que nos vemos sem saída? Aquele em que acreditamos verdadeiramente que estamos fadados ao sofrimento e que não existe mais nenhum outro jeito na vida? Pois então, isso é o que eu chamo de ver tudo preto!

Quando nos encontramos em uma situação muito dolorosa é comum que fiquemos vendo tudo preto por um tempo mesmo. Esse breu emocional é parte do nosso repertório interno e deve ser vivido em completude e não negado. Mas é bem verdade que às vezes nos deixamos absorver por ele e ficamos tão íntimos daquela sensação desconfortável que andamos pelas sombras com a maestria de alguém que levanta no meio da noite pra pegar um copo d’água, no escuro, sem bater em nada.

Pra não cair nessa cilada e se acostumar com as pedras do sapato nós precisamos ter algumas cartas na manga e manter abastecida a nossa Caixa de Ferramentas Emocionais pra Momentos de Breu. Estratégias que nos permitam, deliberadamente, virar a chave e acender luzes.

Eis as Fadas Leva.dores um universo inteiro de possibilidades capazes de restaurar nossa luz interna quando tudo fica preto. Elas são um convite feito de papel machê, fé e magia pra que a gente libere nossos nós de energia carregados de sofrimento e não passe um segundo além do necessário na densa escuridão de algumas emoções.

A Fadinha é o objeto mágico da Caixa de Ferramentas que pode te guiar até aquele sentimento de contento e desafogo como um suspiro aliviado depois de um grande susto! Ela carrega em si a potência pra ser sua companheira e guia na direção da luz, mas nada acontece sem comprometimento e intenção. Carregamos em nós as chaves que abrem todas as portas e isso é libertador, mas também exige um tanto de investigação pessoal.

Parceiras aladas dessa jornada interna, as Fadas Leva.dores são uma forma lúdica e cheia de poesia de encarar nossas sombras de frente e nos permitir abrir mão dos incômodos e chateações pra que, com fé e intenção, elas possam encaminhar nossas dores para a Terra Onde os Nós São Desatados.

Mais do que uma âncora, capaz de te fixar em um estado emocional positivo e encorajador, você pode escolher asas mágicas que te libertem com alegria e amorosidade.

Você está pronto pra sair da escuridão e abrir mão das suas dores?

Se você ainda não tem a sua Fada Leva.dores e se conectou com a ideia de ter uma companheira pra encarar essa jornada lúdica em busca de leveza é só clicar aqui!
Sua Fadinha está esperando por você!

Como âncoras emocionais podem ser muito incríveis

Você já sentiu como se estivesse em um mini flashback de alguma época especial da sua vida ao sentir um determinado cheiro? Aquele perfume que imediatamente te transporta pra perto de alguém importante?

Vou confessar uma coisa, mas eu te peço pra esperar até o final do post antes de me chamar de maluca, combinado? Pois então… toda vez que eu sinto cheiro de catinguinha de sarna de cachorro me aquece o coração de tal modo que eu viajo imediatamente pra um momento muito, muito especial.

Estranho, eu sei. Quando a Pandora chegou na minha vida ela tinha apenas alguns chumaços de pelo nas orelhinhas e o restante do corpo tomado pela sarna demodécica, como você pode ver nessa fotinho aqui abaixo.

Foi amor à primeira vista, era impossível não amar aquela criaturinha esquisita e fedorenta. Eu passava escovinha de nenê por horas pra aliviar a coceira dela e não machucar ainda mais as feridas, dava três banhos por semana com shampoo especial e comemorava emocionada cada novo tufinho de pelo que nascia.

Em apenas um mês o meu saquinho fedorento de catinga de sarna virou a almofada felpuda mais lindinha e rabugenta do mundo. O meu amor fez o pelo da Pandora crescer em tempo recorde! Talvez eu não possa comprovar cientificamente o feito, mas a minha convicção inabalável impede que qualquer um tente discutir isso comigo.

O fato é que é impossível eu sentir cheiro de sarna de cachorro e não lembrar da Pandora e do quanto ela é importante pra mim. Esse cheiro é uma âncora que me permite acessar aquele momento e reviver a experiência emocional.

Quando essa ancoragem nos leva pra um momento incrivelmente feliz é tudo lindo e maravilhoso, mas fica bem diferente quando aportamos em emoções mais densas e turbulentas. E isso acontece com bastante frequência, basta reparar.

Um gesto que alguém faz durante uma conversa, um conjunto de palavras, uma música, um objeto. Em milésimos de segundo somos transportados pra uma experiência emocional dolorosa onde podemos ter sido desacreditados, humilhados e maltratados. Uma pedra pinicante e incomodativa que mora no nosso sapato foi cutucada com sucesso. E dói. Tudo de novo.

Por isso é tão importante olharmos compassivamente pra nossa coleção particular de pedras e buscar ressignificar a relação com essas tinhosas e desagradáveis companheiras. E se nós pudéssemos usá-las pra construir um caminho mais saudável pra nós mesmos? Ao invés de ficarmos à deriva no mar das emoções, ancorando esporadicamente em portos dolorosos, podemos escolher amorosamente asas mágicas que nos libertam.

Cuidado! Você pode ser um colecionador de pedregulhos emocionais

Como é difícil acolhermos os nossos sofrimentos e as emoções negativas que vêm com eles, mas também é tão importante! Obviamente não é o caso de abraçar e ficar agarradinho, achando que tá tudo ótimo, claro que não! Mas, sim, identificar esses sentimentos menos desejados quando eles aparecem e passar o tempo com eles de forma mais amorosa com nós mesmos.

Quando não reconhecemos esses habitantes temporários abrimos uma possibilidade, bastante comum, de que eles acabem virando aquelas pedrinhas emocionais piniquentas que moram definitivamente no nosso sapato. Ficam lá por tanto tempo que nos acostumamos com elas e nos apegamos, transformando o incômodo em muleta.

Cair nessa armadilha é muito mais fácil do que a gente pensa, sabe por quê? Porque nossa cabecinha entende que é um saco ficar especulando sobre coisas doloridas, mas a cilada é que, mesmo sem perceber, acabamos revisitando essas tralhas emocionais. E bem pior que isso, nos tornamos acumuladores de pedras dolorosas.

Quem nunca fez que não viu uma ferida emocional e seguiu em frente que jogue a primeira pedra. Peraí, não joga não! Quer dizer, joga sim!

Nesse universo de energia em que tudo vibra não existe muito a possibilidade de esconder coisas. Sendo assim, as emoções que colocamos debaixo do tapete acabam se transformando em doenças, manifestações físicas e densas do que a gente fingia não existir. Nosso corpo adoece, nossa mente adoece. Não parece um bom negócio!

O desafio é transmutar essa energia das emoções pesadas em algo mais produtivo ao invés de reverberar mais e mais incômodos e dores. Afinal, uma vida plena tem perrengue, mas também tem destralhe, aprendizado e leveza.