Cóink

A faculdade de artes me deu a permissão que eu precisava pra integrar o lúdico como linguagem na minha vida, quase como um modo de operar. E é claro que quando a porta se abriu começaram a pipocar no meu pequeno universo zilhões de referências sobre possibilidades de tirar esse rico homo ludens do fundo das nossas cascas cinzas.

Envolta por isso tudo eu acabei descobrindo a Toy Art e, mais uma vez, amor à primeira vista. Eu já sabia que existiam muitas pessoas que colecionavam bonequinhos, mas não sabia mais nada além disso. Depois de conhecer o trabalho de vários artistas e entender o movimento de toy art eu decidi fazer os meus próprios bonequinhos, usando os recursos que eu tinha no momento, tecidos, agulha e linha. Assim nasceu Cóink, a minha marca de bonequinhos.

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A Coinkolândia era um mundinho de seres ciclopes, coloridos e divertidos. Era tudo muito simples, formas básicas, cores fortes e muita expressividade. Cóink era alegria misturada com um pouco de outras coisas que eu descobria na época. Pode ver que tem vários cóinks siameses e isso não é só pelo meu encantamento pelo bizarro e diferente, ou sim. Eu estava muito impressionada com um livro que estava lendo, Meninas Inseparáveis, uma biografia ficcional de gêmeas siamesas. Se a vida é um pot-pourri de coisas que nos tocam, com os Cóinks não seria diferente.

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